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4 e 5 de setembro: Noticias sobre o G20

Membros do G20 devem promover um sistema comercial mais aberto e justo - Por Ling Nong, Diário do Povo

"A União Europeia atribuiu grande importância à cúpula do G20 em Hangzhou, tendo nela participado inclusive o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk", disse o embaixador da UE na China, Hans Dietmar Schweisgut, em declarações ao Diário do Povo. 
Em meio à falta do vigor na recuperação da economia mundial, a cúpula de Hangzhou abordou vários temas temas em torno da "construção de uma economia mundial inovadora, revigorada, interconectada e inclusiva", o que, segundo Schweisgut, foi de grande importância. 
"Os países do G20 representam 90% da população mundial, 90% do PIB mundial e 80% do valor comercial global. Estes países devem utilizar essa plataforma para reforçar a coordenação e cooperação, de modo a construir um sistema do comércio mundial mais aberto e justo, e apresentar uma solução aceitável por todos," afirmou o embaixador, acrescentando que a UE valoriza conceitos como a inovação e o empreendedorismo, desejando cooperar com a China na apoio a empresas recém-criadas.
O G20 é a principal plataforma de governança econômica global, visando a promoção de diálogos construtivos e abertos entre países industrializados e economias emergentes, política monetária, e sistema financeiro. Para Schweisgut, o G20 deve dar importância ao crescimento inclusivo, e assim garantir a partilha dos frutos originados da globalização. 
O embaixador enfatizou que a China e a UE são parceiros estratégicos, com elevada dependência entre si. Em 2015, a China investiu 20 bilhões de euros na UE, um recorde sem precedentes. 
A EU vê com bons olhos o investimento chinês e está disposta a discutir com o país asiático formas de cooperação na área das infraestruturas.

Opinião: Especialista russo deposita grande esperança nos frutos da cúpula de Hangzhou (Por Sergey Karataev, Diário do Povo)

Nos últimos anos, a economia mundial tem vindo a crescer a um ritmo de 3% ao ano, representando uma queda acentuada em relação a anos anteriores. O abrandamento econômico não só se verifica em países mais avançados, que mantêm uma taxa abaixo dos 2%, mas também nos países em desenvolvimento. Não são poucas as vezes que instituições financeiras internacionais, como o Banco Mundial e o FMI, rebaixaram as perspetivas de crescimento. A cúpula do G20 de Hangzhou surge em meio à incerteza na economia mundial, como um caso de sucesso.
O motivo do abrandamento econômico resulta de dois aspetos: falta de estímulos para garantir o crescimento sustentável e medidas adotadas menos eficientes. Enquanto isso, o crescimento lento do comércio internacional, a falta do vigor no investimento e a instabilidade no mercado financeiro afetaram a recuperação da economia mundial, com a qual, não é descartável a possibilidade de um novo surto de crise financeira global ou regional. 
Na fase embrionária da sua existência, o G20 desempenhou um papel significativo no enfrentamento da crise financeira. Com a recuperação gradual da economia mundial, a capacidade de execução do G20 foi diminuída devido à divergência de interesses entre os membros. O G20 publicou vários documentos, que, no entanto, não foram aplicáveis em vários países. 
Por exemplo, a cúpula do G20 lançou várias demandas construtivas contra o protecionismo, porém, as medidas protecionistas duplicaram nos países avançados. 
Nesse contexto complexo, a China apresentou uma série de propostas para revigorar o estatuto do G20 na governança mundial, tendo estabelecido como objetivo principal a manutenção do crescimento sustentável e a redução dos riscos atuais. 
Embora não sejam mais novidades a reforma da instituição financeira internacional, a ativação de investimentos e a promoção da reforma institucional, a proposta da China torna mais exequível a cooperação eficaz entre as principais economias no mundo. 

A China frisou a discussão em torno de temas econômicos, apelando a uma postura flexível por todas as partes nas questões discutidas. Beijing instou os membros do G20 a colocarem a sua atenção na solução dos problemas atuais, não se focalizando apenas nas suas origens; persuadiu os membros a não debaterem o efeito da política monetária já adotada, mas sim a prestarem atenção à promoção do crescimento através de reformas estruturais, políticas tributárias e políticas orçamentais. 
A China realizou um estudo amplo e profundo na supervisão de resoluções e na melhoria do mecanismo administrativo, além de promover o aumento da voz dos países em desenvolvimento. 
Sob a impulsão da China, a cúpula do G20 elaborou, pela primeira vez, o plano de ação sobre a prática da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Com o encerramento da cúpula de Hangzhou, o tempo irá comprovar os efeitos da proposta chinesa. Graças às experiências acumuladas nos vários quadros multilaterais, vale a pena depositar a nossa confiança na prática dos frutos obtidos na cúpula. 
(O autor é diretor da secção da economia estrangeira do Instituto Estratégico da Rússia).

Consenso de Hangzhou contribui para o enfrentamento dos desafios globais (Por Peter Williamson, Diário do Povo)

Vivemos numa época de incerteza, em meio a dificuldades econômicas e políticas na esfera global que se manifestam no abrandamento econômico, proliferação do protecionismo e nacionalismo, e na propagação de tensões políticas e do terrorismo. 
Perante os desafios, a comunidade internacional deposita grandes expectativas nos frutos obtidos na cúpula do G20, em Hangzhou, sendo estes indicativos do potencial da cooperação global. 
A China propôs um estímulo por parte dos países do G20 no investimento em infraestruturas, promoção de reformas, aposta na inovação e na eliminação de barreiras à aplicação de novas tecnologias, assunto no qual foram já obtidos alguns avanços. 
A título de exemplo, em junho passado, os ministros de Agricultura do G20 decretaram algumas medidas para impulsionar a cooperação e a partilha de tecnologias agrícolas. 
Mais se acrescenta que a China tem dado o exemplo do novo caminho de crescimento a ser trilhado, por meio da sua "reforma do lado da oferta". 
"Uma governança financeira e econômica global mais eficiente" deve ser acompanhada pelo aumento das vozes dos países em desenvolvimento e dos mercados emergentes nas organizações internacionais. 
A China convidou países como o Laos, Chade, Senegal, Tailândia, Cazaquistão e Egito para a cúpula de Hangzhou, promovendo assim uma maior quota destes países e, deste modo, maior influência na gerência da instituição. 
No que diz respeito ao comércio internacional e ao investimento, penso que a cúpula se focalizou na carência de recursos financeiros para o investimento em infraestruturas globais.
O G20 propôs estabelecer uma aliança de interconectividade para este fim, lançando novas medidas que estimulem o investimento, em colaboração com o Banco Asiático de Investimento em Infraestruturas (BAII), Fundo da Rota de Seda, a iniciativa "Um Cinturão e Uma Rota", e o Novo Banco de Desenvolvimento dos Brics. 
Todos os temas acima referidos estão vinculados com o "desenvolvimento inclusivo e interconectivo", que depende dos esforços de todas as partes envolvidas. 
Os membros do G20 devem, em primeiro lugar, promover uma reforma na governança energética e diminuir a dependência do petróleo. Simultaneamente devem incentivar a utilização de tecnologia verde, de modo a realizar a transferência destas tecnologias dos países avançados para os países em desenvolvimento.
A definição de consensos nunca é uma operação fácil, no entanto, o "consenso de Hangzhou´' pode ser considerado um avanço essencial. O diálogo construtivo e a cooperação entre os países é a melhor forma de lidar com desafios.
(O autor é o professor de Gerência Internacional da Escola de Comércio Judge da Universidade de Cambridge).

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